Com los Recuerdos al hombro

FIQUE RICO SEM SAIR DE CASA

7 de jun de 2010

O Nascimento da Sheyla

As vezes os acontecimentos são tão importantes na nossa vida que guradamos por anos, muitas vezes até a morte. Muitas coisas levamos conosco no caixão, não compartilhamos com ninguém. Mas não existe nenhum segredo indecifrável. Um dia eles vão ao conhecimento das pessoas.
Mas acho que as coisas devem ser compartilhadas, principalmente o conhecimento. A única coisa que podemos dizer que nos pertence de verdade é isso e ninguém poderá nos tirar. É o único bem verdadeiramente que possuímos.
O que eu quero dizer é que o objetivo deste blog não é contar minha vida a ninguém, mas sim uma troca de experiência, onde eu posso dizer que aprendi muito. Essa é a experiência da minha vida. Vivi pouco, é verdade, mas tenho experiência pra dar e vender. Por isso eu compartilho aqui todas essas historias, mui verdadeiras por sinal, para que todos no mínimo saibam pelo que eu passei. Estejam todos livres para comentar, elogiar, criticar, dar sugestões, pois afinal aqui é um canal de comunicação.
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Bom, o que eu queria escrever hoje é outra coisa. A mãe tem um monte de filhos, era uma fábrica de crianças. Era efeito "escadinha", as vezes a diferença de idade era inferior a dois anos. Incrível, mal uma começava a caminhar e ela já estava prenha de novo. Não critico isso, acho que fez parte de uma época, e os frutos estão aí, vejam só por mim, haha.
O normal é que as crianças nasçam no hospital com todo acompanhamento médico, higiene, segurança, etc. Eu disse que era o normal, mas há excessões, é claro. O exemplo dessa excessão é a Sheyla, a mais nova de minhas irmãs. Hoje quem a conhece nem imagina que ela nasceu em casa, em cima da cama da mãe. Isso mesmo, a mãe deu a luz à Sheyla em casa. Quando menos se esperava, puf, a Sheyla veio ao mundo.
Era final de 92, inicio de 93. A mãe fora diversas vezes ao médico e só diziam que não era o momento, que deveria esperar mais um pouco, que talvez para o final de janeiro. Mas eles erraram os prognósticos.
Eram 02 de janeiro de 93, começo da noite, uns gritos são ouvidos. Era a mãe numa gemedeira só. Não vai dar tempo, não vai dar tempo, era o que se ouvia. E não deu tempo mesmo, em seguida se ouviu um chorinho de criança. A cama dela ficou toda ensanguentada. Era a Sheyla que chegava de repente.
Eu me lembro que para fazer o serviço de parto foi chamado uma "nega véia", que morava ali nas proximidades, acostumada já com esse tipo de serviço. Até hoje eu me lembro da pessoa, mas nunca consegui gurdar o nome. Sei que ela é gente do Amaro Junior, que moravam ali na XV de Novembro, próximo ao colégio.
Foi uma obra-prima. Quando a mãe foi ao hospital, foi só para fazer repouso, porque não tinha nenhum procedimento médico a ser feito. Incrível. Como as pessoas de antigamente sabiam fazer de tudo. Hoje vivemos a época do "fordismo", onde as pessoas são treinadas para fazer uma única coisa, para se produzir em larga escala. Admira-me também a coragem, tanto daquela mulher, que fez o trabalho com destreza e esmero e da minha mãe, não deve ser fácil passar por uma situação dessas. Eu vejo hoje as mulheres muito fiasquentas para ter um filho; não pode isso, não pode aquilo, tem que ir para o hospital não sei quantos dias antes, enfim uma infinidade de frescuras. Eu sei, era outra época.  

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